Felipe Tosin

Hoje, muito se diz daquilo que o mundo moderno fez morrer: a história, a pintura, a foto-grafia. Mas o que seria, então, a fotografia hoje? O que seria a pintura hoje? O que seria o desenho de representação? Ora, fato que a pintura, que mais nos interessa aqui, teve mudanças radicais ao longo do século XVIII e do XIX, mas por que haveria ainda sujeitos interessados nessa técnica, nessa arte, como forma de representação do belo, do natural ou do imaginário? Por que haveria ainda uma indústria de pincéis e de tintas, de telas e de gente que as estica em bases de madeira cortadas para isso? Por que há sujeitos que procuram respostas para ela? E por que há pinceladas, leves ou generosas, em diferentes suportes?

Felipe Tosin é um artista é grato à natureza — e deseja tomar pela mão o sujeito e o levar a conhecê-la. Não teme a imaginação, porém, mas não nos ilude, não nos força a um passeio falso, falsificado, desconstruído. Há uma lógica nessa sua construção super-posta da natureza, no que ele chama “paisagem”. Há bondade nesse percurso também, e é isso que vemos a partir de agora. Felipe é um mediador.