Poty Lazzarotto (Curitiba, PR, 1924 – Curitiba, PR, 1998), nome artístico de Napoleon Potyguara Lazzarotto, foi gravador, desenhista, ilustrador, muralista e professor. Nasceu em 29 de março de 1924, data que coincide com o aniversário de Curitiba. Filho de Isaac Lazzarotto, ferroviário e fundidor artístico, e Julia Tortato Lazzarotto, cresceu no bairro Capanema, próximo aos trilhos e às oficinas ferroviárias. Esse ambiente permaneceria presente em sua obra por meio de locomotivas, vagões, trabalhadores, ferramentas e cenas da vida cotidiana.
No terreno da família funcionava o Vagão do Armistício, restaurante instalado em uma construção erguida por seu pai e administrado por sua mãe. Frequentado por artistas, intelectuais e políticos, o lugar teve papel importante na formação cultural de Poty. Ainda menino, ele desenhou figuras no teto do estabelecimento e começou a se interessar por histórias em quadrinhos, livros ilustrados e personagens observados nas ruas de Curitiba.
Sua estreia na imprensa ocorreu precocemente. Em 1938, aos 14 anos, publicou no jornal Diário da Tarde a história em quadrinhos Haroldo, o Homem Relâmpago, apresentada em seis capítulos. Em 1942, recebeu uma bolsa do Governo do Paraná e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ingressou na Escola Nacional de Belas Artes. Paralelamente, frequentou o curso de gravura ministrado por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios, formação decisiva para o desenvolvimento de sua linguagem gráfica.
No Rio de Janeiro, conviveu com artistas e escritores como José Pancetti e Carlos Drummond de Andrade. Em 1943, realizou exposições no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes e ilustrou Lenda da Herva Mate Sapecada, de Hermínio da Cunha César, considerado o primeiro livro publicado com suas ilustrações. No ano seguinte, colaborou com a Folha Carioca, produzindo imagens para textos e artigos jornalísticos.
Entre 1946 e 1948, participou intensamente da revista Joaquim, criada em Curitiba por Dalton Trevisan. A publicação, que teve 21 números, tornou-se um dos principais veículos da renovação cultural paranaense. Poty produziu capas, desenhos, ilustrações literárias e comentários sobre arte, inclusive durante sua permanência na Europa. A parceria com Dalton Trevisan se estenderia por décadas e resultaria na ilustração de diferentes livros do escritor.
Em 1946, contemplado com uma bolsa do governo francês, seguiu para Paris, onde estudou litografia na École Supérieure des Beaux-Arts. A experiência ampliou seu domínio da gravura e o colocou em contato direto com museus, artistas e movimentos da arte europeia. Em Paris conheceu Célia Neves, com quem se casou em 1955 e compartilhou o interesse pelo colecionismo e pela vida cultural.
De volta ao Brasil, Poty trabalhou para jornais e editoras e passou a divulgar o ensino da gravura. Em 1950, participou da criação da Escola Livre de Artes Plásticas, em São Paulo, ao lado de Flávio Motta. Também foi responsável pelo primeiro curso de gravura do Museu de Arte de São Paulo (MASP) e ministrou cursos em Curitiba, Salvador e Recife, contribuindo diretamente para a formação de novas gerações de artistas e gravadores.
Na década de 1950, sua produção ganhou projeção nacional. Poty participou das três primeiras edições da Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, 1953 e 1955, e recebeu prêmios em salões de arte no Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador e Porto Alegre. Nesse mesmo período consolidou sua atuação junto à Livraria José Olympio Editora, tornando-se um de seus principais ilustradores.
Ao longo da carreira, Poty ilustrou mais de 170 livros, entre capas, contracapas, frontispícios e conjuntos de imagens internas. Trabalhou com obras de Machado de Assis, José de Alencar, Euclides da Cunha, Guimarães Rosa, Jorge Amado, Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos, Gilberto Freyre, Antônio de Alcântara Machado, Mário Palmério, Herman Melville e Dalton Trevisan, entre muitos outros autores.
Sua relação com a literatura ultrapassava a função decorativa. Poty lia cuidadosamente as obras e construía uma linguagem visual específica para cada narrativa. Em alguns projetos, realizou pesquisas de campo: no início da década de 1950, viajou à região de Canudos para observar a paisagem e os tipos humanos que seriam utilizados em suas ilustrações para a obra de Euclides da Cunha. Nas imagens criadas para Guimarães Rosa, desenvolveu signos, mapas, personagens e animais que contribuíram para a identidade visual de livros como Grande sertão: veredas, Corpo de baile, Sagarana e Magma.
O desenho permaneceu como o centro de sua produção. Seu traço vigoroso, econômico e expressivo aparece em gravuras, livros, murais, vitrais, tapeçarias, entalhes e esculturas. Poty trabalhou com xilogravura, litografia, ponta-seca, água-forte, água-tinta, serigrafia, concreto, madeira, cobre, vidro, cerâmica e azulejos. Em algumas litografias, reutilizou pedras anteriormente empregadas na impressão de rótulos comerciais, incorporando vestígios das imagens antigas às novas composições.
Sua obra reúne lembranças autobiográficas, cenas ferroviárias, trabalhadores, imigrantes, tropeiros, agricultores, bares, mercados, prostitutas, personagens populares e paisagens urbanas. Também abordou a guerra, a religião, o erotismo, a tortura, a tecnologia, a medicina, o teatro, a música, a dança e a relação entre o ser humano e a natureza. A síntese das formas e a justaposição de diferentes tempos e acontecimentos aproximam muitos de seus murais da estrutura narrativa das histórias em quadrinhos e dos livros ilustrados.
A produção muralística começou ainda na década de 1940. Um de seus primeiros trabalhos encomendados foi o mural inspirado em O Processo, de Franz Kafka, realizado para a sede da União Nacional dos Estudantes, no Rio de Janeiro. A obra foi destruída no incêndio que atingiu o edifício durante o golpe militar de 1964.
Em 1953, Poty realizou o painel do Monumento do Primeiro Centenário do Paraná, na Praça Dezenove de Dezembro, em Curitiba. A obra marcou o início de uma extensa produção pública que transformaria seu desenho em parte da paisagem urbana paranaense. Seus projetos foram executados em azulejos, madeira entalhada, cerâmica esmaltada, cobre, têmpera e concreto aparente.
Entre seus trabalhos públicos encontram-se os painéis do Teatro Guaíra, do Palácio Iguaçu, do Hospital de Clínicas, do Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná, da Praça 29 de Março, do Mercado Municipal, da Assembleia Legislativa do Paraná, do Museu da Imagem e do Som, da Travessa Nestor de Castro e da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Levantamento realizado pelo Patrimônio Cultural do Paraná identificou mais de 90 obras monumentais do artista em diferentes localidades.
Em 1967, Poty participou de uma expedição ao Parque Indígena do Xingu, acompanhado por Orlando Villas-Bôas e pelo médico Noel Nutels. Durante a viagem, realizou aproximadamente duzentos desenhos de pessoas, objetos, habitações, utensílios, cerâmicas e atividades cotidianas. Parte desse conjunto foi apresentada em 1969 na exposição Xingu: índios e mitos, em Bruxelas, e em uma mostra no Brazilian-American Cultural Institute, em Washington.
Embora profundamente ligado à história e à memória do Paraná, Poty construiu uma obra de alcance nacional. Suas imagens circularam em livros, jornais, exposições e espaços públicos, fazendo com que seu trabalho fosse conhecido por públicos muito diferentes. O regional, em sua produção, não representa isolamento: é o ponto de partida para tratar de temas universais como trabalho, deslocamento, memória, sofrimento, religiosidade e transformação social.
Após a morte de sua esposa, Célia Neves Lazzarotto, na década de 1980, o conjunto de obras de arte reunido pelo casal foi doado ao Município de Curitiba, contribuindo para a formação do Museu Municipal de Arte. Em 2022, o irmão do artista, João Geraldo Lazzarotto, doou ao Museu Oscar Niemeyer 4.478 obras e documentos. O conjunto contém mais de três mil desenhos e 366 gravuras, além de serigrafias, tapeçarias, entalhes, esculturas, projetos, matrizes e estudos preparatórios.
Em 2024, o centenário de Poty foi celebrado com exposições no Museu Oscar Niemeyer, no Museu Municipal de Arte, na Caixa Cultural, na Casa Romário Martins e na PUCPR. A retrospectiva Trilhos e Traços – Poty 100 anos, organizada pelo Museu Oscar Niemeyer com aproximadamente quinhentas obras, recebeu em 2025 os prêmios da Associação Brasileira de Críticos de Arte de Melhor Exposição do Ano e Melhor Curadoria.
Desde 2000, a Galeria de Arte Um Lugar ao Sol comercializa desenhos, azulejos e gravuras de Poty Lazzarotto provenientes do mercado secundário, contribuindo para a preservação e a difusão de seu legado artístico.
Em seus últimos meses de vida, Poty trabalhou no projeto do Painel do Barrageiro, encomendado pela Itaipu Binacional em homenagem aos trabalhadores que construíram a usina. Executado em colaboração com Adoaldo Renato Lenzi, o painel foi inaugurado postumamente em novembro de 1998. Poty morreu em Curitiba em 8 de maio de 1998, aos 74 anos, em decorrência de câncer de pulmão.
FORMAÇÃO E ATUAÇÃO DOCENTE
1942 - Ingressa na Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Década de 1940 - Estuda gravura com Carlos Oswald, Liceu de Artes e Ofícios, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1946–1947 - Estudos de litografia, École Supérieure des Beaux-Arts, Paris, França
1950 - Participa da criação da Escola Livre de Artes Plásticas, São Paulo, SP, Brasil
Década de 1950 - Organiza o primeiro curso de gravura do Museu de Arte de São Paulo (MASP), São Paulo, SP, Brasil
Década de 1950 - Ministra cursos de desenho e gravura em Curitiba, São Paulo, Salvador e Recife, Brasil
EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
1997 - Poty e o Livro, Museu de Arte do Paraná, Curitiba, PR, Brasil
1997 - Poty: novas gravuras, Solar do Rosário, Curitiba, PR, Brasil
1994 - Exposição individual, Solar do Rosário, Curitiba, PR, Brasil
1994 - Exposição individual, Museu Metropolitano de Curitiba, Curitiba, PR, Brasil
1994 - 40 Desenhos de Poty, Biblioteca Pública do Paraná, Curitiba, PR, Brasil
1994 - Exposição individual, Museu de Arte de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil
1994 - Exposição individual, Memorial da América Latina, São Paulo, SP, Brasil
1994 - Exposição em painéis urbanos distribuídos por Curitiba, PR, Brasil
1993 - Poty Lazzarotto e os 300 Anos, Sala de Pedra da Fundação Cultural de Curitiba, Curitiba, PR, Brasil
1990 - Poty e a Ponta-Seca, Museu da Gravura Cidade de Curitiba, Curitiba, PR, Brasil
1990 - Poty: desenho, Galeria de Arte Banestado, Curitiba, PR, Brasil
1990 - Exposição individual, Studio R. Krieger, Curitiba, PR, Brasil
1989 - Poty Ilustrador, Museu Lasar Segall, São Paulo, SP, Brasil
1988 - Poty e a PUC, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, PR, Brasil
1988 - Poty e o Cinema, Museu da Imagem e do Som do Paraná, Curitiba, PR, Brasil
1988 - Poty Ilustrador, Espaço Cultural IBM, Curitiba, PR, Brasil
1988 - Poty Ilustrador, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1988 - Poty Ilustrador, Museu de Arte de Brasília, Brasília, DF, Brasil
1986 - Poty: desenho, Galeria de Arte Banestado, Londrina, PR, Brasil
1984 - Poty: desenho e gravura, Galeria de Arte Banestado, Curitiba, PR, Brasil
1983 - 40 Anos de Trabalho, Museu da Gravura Cidade de Curitiba, Curitiba, PR, Brasil
1982 - Exposição individual, Galeria de Arte Banestado, Curitiba, PR, Brasil
1982 - Exposição individual, Galeria de Arte Banerj, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1982 - Poty: desenhos, gravuras, tapeçarias e madeiras entalhadas, Desenbanco – Núcleo de Artes, Salvador, BA, Brasil
1974 - Poty: 50 anos, BADEP, Curitiba, PR, Brasil
1974 - Exposição individual, Centro Cultural Lume, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1973 - Exposição individual, Garagem do Edifício do Artista, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1969 - Xingu: índios e mitos, Bruxelas, Bélgica
1969 - Exposição individual, Brazilian-American Cultural Institute, Washington, DC, EUA
1969 - Exposição individual, Galeria Paulo Valente, Curitiba, PR, Brasil
1963 - Exposição individual, Galeria Bonino, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1957 - Exposição individual, Biblioteca Pública do Paraná, Curitiba, PR, Brasil
1955 - Exposição individual, Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1953 - Exposição individual, Galeria Oxumaré, Salvador, BA, Brasil
1951 - Exposição individual, Teatro Castro Alves, Salvador, BA, Brasil
1950 - Exposição individual, Teatro Guarany, Salvador, BA, Brasil
1949 - Exposição individual, Cine Broadway, Curitiba, PR, Brasil
1948 - Exposição individual, Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1946 - Exposição individual, Biblioteca Municipal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
1944 - Exposição individual, Instituto de Arquitetos do Brasil, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1943 - Exposição individual, Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1943 - Exposição individual, Cine Palácio, Curitiba, PR, Brasil
EXPOSIÇÕES PÓSTUMAS
2025–2026 - Poty Retrata o Paraná, Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, Curitiba, PR, Brasil
2025 - Poty, o Narrador, White Box – Rosewood São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
2025 - Vida em Preto e Branco: Desenhos de Poty, Instituto Mirtillo Trombini, Morretes, PR, Brasil
2024–2026 - Trilhos e Traços – Poty 100 anos, Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, PR, Brasil
2024–2025 - Poty de Curitiba, Curitiba de Poty, Museu Municipal de Arte, Curitiba, PR, Brasil
2024–2025 - Poty, um Artista Curitibano, Casa Romário Martins, Curitiba, PR, Brasil
2024 - Poty Expandido, Caixa Cultural Curitiba, Curitiba, PR, Brasil
2024 - Poty e o Contista, Solar da Cultura, Curitiba, PR, Brasil
2024 - Poty, Poéticas da Vida, Centro de Realidade Estendida da PUCPR, Curitiba, PR, Brasil
2022–2024 - Poty, Entre Dois Mundos, Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, PR, Brasil
2014–2015 - Poty, Poeta do Traço, Ecomuseu de Itaipu, Foz do Iguaçu, PR, Brasil
2014–2015 - Poty, de Todos Nós, Caixa Cultural São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
2012 - Poty, de Todos Nós, Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, PR, Brasil
2009 - Gravuras – Poty Lazzarotto, Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, PR, Brasil
1998 - A Obra Monumental de Poty, Conjunto Cultural da Caixa, Curitiba, PR, Brasil
EXPOSIÇÕES COLETIVAS
1998 - Feira Internacional de Rouen, com Rogério Dias e Armando Merege, Rouen, França
1994 - Bienal Brasil Século XX, Fundação Bienal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
1992 - Gravura de Arte no Brasil, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1986 - Tradição/Contradição, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba, PR, Brasil
1986 - Paraná, Cor e Forma, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1985 - 18ª Bienal Internacional de São Paulo, Fundação Bienal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
1984 - Tradição e Ruptura, Fundação Bienal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
1984 - 50 Anos de Casa-Grande & Senzala, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal, e itinerância pelo Brasil
1983 - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas – Sala Especial, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1982 - Seis Gravadores Expressionistas do Brasil: Segall, Goeldi, Abramo, Renina, Poty e Grassmann, Museu Lasar Segall, São Paulo, SP, Brasil
1979 - 1ª Mostra do Desenho Brasileiro, Museu de Arte do Paraná, Curitiba, PR, Brasil
1970 - Doze Artistas Brasileiros, Liverpool, Reino Unido
1969 - Exposição de arte brasileira, Bruxelas, Bélgica
1968 - A Gravura Brasileira, Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1966 - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, BA, Brasil
1966 - Art of Latin America Since Independence, Austin, New Haven, San Diego, Nova Orleans e São Francisco, EUA
1963 - Artistas Brasileiros Contemporâneos, Lagos, Nigéria
1962 - Bienal de Arte Sacra, Roma, Itália, e Salzburgo, Áustria
1959–1960 - Exposição coletiva de artistas brasileiros, Leverkusen, Viena, Hamburgo e Utrecht, Europa
1957 - Arte Moderna do Brasil, Buenos Aires, Argentina; Santiago, Chile; e Lima, Peru
1955 - 3ª Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
1955 - 5º Salão Baiano de Belas Artes, Salvador, BA, Brasil
1954 - Gravadores Brasileiros, Museu Rath, Genebra, Suíça
1954 - Arte Contemporânea: exposição do acervo do MAM-SP, Museu de Arte Moderna de São Paulo, SP, Brasil
1953 - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
1953 - Exposição com Carlos Bastos e Raimundo de Oliveira, Galeria Oxumaré, Salvador, BA, Brasil
1952 - 1º Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1952 - Exposição de Artistas Brasileiros, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1952 - 9º Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba, PR, Brasil
1951 - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, Pavilhão do Trianon, São Paulo, SP, Brasil
1951 - 8º Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba, PR, Brasil
1951 - 3º Salão Baiano de Belas Artes, Salvador, BA, Brasil
1950 - 1º Salão de Maio, Curitiba, PR, Brasil
1950 - 7º Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba, PR, Brasil
1950 - 56º Salão Nacional de Belas Artes, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1950 - 2º Salão Baiano de Belas Artes, Salvador, BA, Brasil
1949 - 6º Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba, PR, Brasil
1949 - 55º Salão Nacional de Belas Artes, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1949 - 1º Salão Baiano de Belas Artes, Salvador, BA, Brasil
1948 - Arte do Paraná, Ponta Grossa, PR, Brasil
1946 - Os Pintores Vão à Escola do Povo, Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1944 - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, Royal Academy of Arts, Londres, Reino Unido
1944 - Exposição de Arte Moderna, Belo Horizonte, MG, Brasil
1942–1943 - Exposições brasileiras em homenagem à Royal Air Force, Londres, Reino Unido
PREMIAÇÕES
1956 - 1º Prêmio em Gravura, 1º Salão Ferroviário, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1956 - Medalha de Prata em Gravura, 7º Salão de Belas Artes, Porto Alegre, RS, Brasil
1955 - Medalha de Ouro em Gravura, 5º Salão Baiano de Belas Artes, Salvador, BA, Brasil
1952 - Medalha de Ouro, 9º Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba, PR, Brasil
1950 - Medalha de Ouro em Desenho, 56º Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1950 - Medalha de Ouro em Gravura, 2º Salão Baiano de Belas Artes, Salvador, BA, Brasil
1949 - Prêmio Viagem ao País, 55º Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1949 - Medalha de Prata, 6º Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba, PR, Brasil
1945 - Medalha de Bronze, 51º Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1944 - Medalha de Prata em Desenho, 50º Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
1943 - Medalha de Prata em Desenho e Artes Gráficas, 49º Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
OBRAS PÚBLICAS E MURAIS — SELEÇÃO
1998 - Painel do Barrageiro, Itaipu Binacional, Foz do Iguaçu, PR, Brasil — colaboração com Adoaldo Renato Lenzi; inaugurado postumamente
1998 - Evolução Hospitalar, mural em azulejos, Curitiba, PR, Brasil
1997 - Painel do Mercado Municipal, Curitiba, PR, Brasil
1997 - História do Teatro no Paraná, pintura a têmpera, Curitiba, PR, Brasil
1997 - Painel do Teatro Calil Haddad, Maringá, PR, Brasil
1996 - Imagens da Cidade, Travessa Nestor de Castro, Curitiba, PR, Brasil — painel de aproximadamente 490 m² executado em azulejos com Adoaldo Renato Lenzi
1995 - Evolução do Saneamento Básico, Curitiba, PR, Brasil
1993 - O Largo da Ordem, Travessa Nestor de Castro, Curitiba, PR, Brasil — executado em cerâmica com Adoaldo Renato Lenzi
1990 - Painel do Museu da Imagem e do Som do Paraná, Curitiba, PR, Brasil
1988 - Alegoria ao Paraná, Palácio Iguaçu, Curitiba, PR, Brasil
1988 - O Teatro, a Música e a Dança, Curitiba, PR, Brasil
1983 - Monumento ao Ferroviário, Curitiba, PR, Brasil
1976 - Mapa do Paraná Estilizado, painel em madeira, Curitiba, PR, Brasil
1976 - Lavrador, Sol e Três Planaltos – Trabalhadores, madeira e cobre, Curitiba, PR, Brasil
1976 - Sol, Pinhão e Três Planaltos, madeira recortada, Curitiba, PR, Brasil
1976 - Símbolos do Paraná, concreto aparente, Curitiba, PR, Brasil
1974 - Painel do plenário da Assembleia Legislativa do Paraná, Curitiba, PR, Brasil
1974 - Profissões, concreto com pigmento, Curitiba, PR, Brasil
1972 - História do Paraná, concreto aparente, Curitiba, PR, Brasil
1969 - Evolução das Artes Cênicas, Teatro Guaíra, Curitiba, PR, Brasil
1969 - A Comunicação, painel em madeira, Curitiba, PR, Brasil
1967 - Desenvolvimento de Curitiba, Praça 29 de Março, Curitiba, PR, Brasil
1965 - O Trabalho Humano e a Evolução Tecnológica, Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil
1964 - Monumento da Rodovia do Café, Paraná, Brasil
1962 - Os Xetá, Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná, Paranaguá, PR, Brasil
1961 - O Bom Samaritano, Hospital de Clínicas, Curitiba, PR, Brasil
1959 - Pinheiros, Café e Erva-Mate – Trabalho na Lavoura, Palácio Iguaçu, Curitiba, PR, Brasil
1953 - Monumento do Primeiro Centenário do Paraná – Desenvolvimento Histórico do Paraná, Praça Dezenove de Dezembro, Curitiba, PR, Brasil
1946 - O Processo, sede da União Nacional dos Estudantes, Rio de Janeiro, RJ, Brasil — obra destruída em 1964
LIVROS E AUTORES ILUSTRADOS — SELEÇÃO
João Guimarães Rosa — Grande sertão: veredas, Corpo de baile, Sagarana e Magma
Euclides da Cunha — Os sertões e Canudos
Herman Melville — Moby Dick
Machado de Assis — Memórias póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Ressurreição e A mão e a luva
José de Alencar — Senhora e Diva
Jorge Amado — Capitães da Areia
Rachel de Queiroz — O Quinze
Mário Palmério — Vila dos Confins
Antônio de Alcântara Machado — Novelas Paulistanas
José Cândido de Carvalho — O Coronel e o Lobisomem
Gilberto Freyre — Assombrações do Recife Velho
Dalton Trevisan — Sete Anos de Pastor e diferentes livros de contos
Amando Fontes — Os Corumbas
Dinah Silveira de Queiroz — As Noites do Morro do Encanto
PUBLICAÇÕES DO ARTISTA
1989 - Curitiba, de Nós, em colaboração com Valêncio Xavier
1986 - A Propósito de Figurinhas
ACERVOS PÚBLICOS E INSTITUCIONAIS
Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, PR, Brasil — Coleção Poty Lazzarotto, composta por 4.478 obras e documentos
Museu Municipal de Arte, Curitiba, PR, Brasil
Museu da Gravura Cidade de Curitiba, Curitiba, PR, Brasil
Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba, PR, Brasil
Casa Museu Ema Klabin, São Paulo, SP, Brasil
Fundação Cultural de Curitiba, Curitiba, PR, Brasil
Acervos públicos e conjuntos monumentais do Governo do Paraná, da Universidade Federal do Paraná, da Prefeitura de Curitiba e da Itaipu Binacional
PATRIMÔNIO E RECONHECIMENTOS PÓSTUMOS
2025 - Trilhos e Traços – Poty 100 anos recebe os prêmios da Associação Brasileira de Críticos de Arte de Melhor Exposição do Ano e Melhor Curadoria
2022 - Incorporação de 4.478 obras e documentos à coleção permanente do Museu Oscar Niemeyer
2015 - Inscrição do conjunto de obras públicas de Poty no Livro do Tombo das Belas Artes do Paraná
2014 - Aprovação do tombamento estadual dos painéis e murais públicos do artista
BIBLIOGRAFIA
NUNES, Fabricio Vaz. Texto e Imagem: a Ilustração Literária de Poty Lazzarotto. São Paulo: Edusp, 2024.
ALVES NETTO, José Augusto. Poty Lazzarotto, um Ilustrador da Cultura Brasileira: da imprensa periodista aos espaços públicos (1945–1970). Tese de doutorado, Unesp, 2021.
FARIA JÚNIOR, Walmir José Braga de. Poty Lazzarotto: contextos, sociabilidade e produção artística. Dissertação de mestrado, UFPR, 2016.
NUNES, Fabricio Vaz. Texto e Imagem: a Ilustração Literária de Poty Lazzarotto. Tese de doutorado, UFPR, 2015.
PEDROSO, Daniela. Poty: Murais Curitibanos. Curitiba, 1998.
XAVIER, Valêncio. Poty: Trilhos, Trilhas e Traços.
CASILLO, Regina. Poty, o Poeta do Traço.
WASSERMAN, Margarida. Poty e seus Amigos.
MONTEIRO, Nilson. Napoleon Potyguara Lazzarotto.