Egenolf Theilacker (1941-2012) nasceu em Timbó, Santa Catarina e desenvolveu desde cedo uma relação intuitiva e constante com a pintura. Antes de assumir a arte como atividade principal, conciliou o ofício artístico com o trabalho no comércio da família, até decidir dedicar-se integralmente à pintura após anos de formação prática e aprendizado com mestres locais. Essa escolha marcou uma virada definitiva em sua trajetória, orientada pela observação direta da paisagem e pela disciplina do trabalho cotidiano em ateliê.
Sua produção é marcada sobretudo pela pintura de paisagens, realizadas a partir do contato direto com o ambiente ou de um vasto arquivo fotográfico construído ao longo de décadas. Theilacker valorizava o estudo da luz, das cores e das variações atmosféricas, preferindo temas ligados ao Sul do Brasil, como áreas rurais, rios, marinhas e a vegetação característica da região. Ipês, flamboyants e, especialmente, as araucárias tornaram-se elementos recorrentes, tratados com uma linguagem pessoal frequentemente associada ao impressionismo, mas sem compromisso com rótulos ou tendências de mercado.
Ao longo da carreira, manteve uma postura independente, guiada mais pelo prazer de pintar do que por exigências comerciais. Também atuou como professor, formando alunos de diversas cidades catarinenses e contribuindo para a difusão da prática artística regional. Faleceu em 2012, deixando um legado sólido na pintura de paisagem brasileira, reconhecido não apenas por colecionadores, mas também pela própria cidade de Timbó, que preserva sua memória como parte relevante de sua história cultural.